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quinta-feira, 25 de março de 2010

Por que a Julyana fala tanto em Missões?

CAL contendo o plano de Salvação. (Taguatinga – DF, Praça do Relógio).

Essa pergunta é algo.
Sei que muitas pessoas olham para mim e dentro de si perguntam-se questionadoras: Por que, afinal, essa menina fala tanto em Missões?
Estava dando uma olhada em minhas postagens, e percebi que esse tem sido o tema constante de minhas reflexões neste blog. Na verdade, quase todas elas têm um fundo missionário ou de uma forma ou de outra, fazem alguma alusão a isso.

Numa rodinha de amigos sempre acabo chegando a esse ponto. Planos para o futuro estão entrelaçados à incerteza de uma provável chamada missionária – muito provavelmente, quando eu menos esperar. Situações cotidianas. Pessoas passando na rua. Fotos. Vídeos. Famílias. Conversas. Palavras. Notícias. Desastres naturais. Livros. Músicas. Filmes. Lugares. Casas. Realidades. Missões está simplesmente em tudo o que vejo e faço.

Alguns não entendem. Muitos acham loucura ou perda de tempo. Outros acham muito bonito. Alguns amigos me cumprimentam dizendo: “Missões!” – como uma alegre saudação divertida. Alguns perguntam se talvez um dia eu não deixe isso de lado. Outros me acham um exemplo – quando na verdade, só eu e Deus sabemos quem eu realmente sou. Eu mesma me pergunto o que esse interesse significará em minha vida. Pergunto-me como alguém como eu, tão cheia de limitações, defeitos e podridões pode ter afinal, tanto interesse na vida de outras pessoas e seus destinos finais.

Por que afinal, falo tanto em Missões? O que isso provoca em mim? Como lido com meu chamado?
A verdade é que ainda estou tentando entender a resposta para essas perguntas, principalmente para a primeira. Essa é “A” questão que mais gera grande ansiedade dentro de mim, dia após dia.

Posso encontrar diversas respostas para essas perguntas, mas no fundo, todas elas sempre me parecem incompletas e vagas. É como se faltasse a razão principal, algo que ainda não sei. Talvez eu realmente ainda não saiba a resposta dessa pergunta em sua completude, mas posso comentar o que Missões representa para mim hoje.
[ Como meu coração fica alegre cada vez que falo disso. :) ]

Missões foi meu abrir de olhos para uma experiência mais profunda com o Senhor, a forma mais clara pela qual percebi o que realmente significou a morte de Jesus.
Passei a amar Missões quando entendi que essa é a maior tarefa da Igreja, e que nós, salvos por Cristo, somos embaixadores dEle nesta Terra. A igreja que deixa de fazer Missões deixa de ser igreja. Amei Missões quando percebi que devo fazer Jesus conhecido e que Deus pode usar a minha vida, mesmo eu tendo tantas limitações. Isso é tremendo!

Amo, defendo e faço Missões por crer que o sacrifício de Jesus não foi em vão, e que as coisas nem sempre precisam ser como são e que as pessoas não precisam viver como vivem.

Culto ao ar livre em Comunidade Cigana. (Boa Vista do Tupim, BA)

Amo Missões porque tenho esperança e convicção de que Jesus liberta, aceita, perdoa, restaura, cura, transforma, revive, dá vida nova, lança pecados no mar do esquecimento, opera milagres. Ao perceber que posso ser participante disso, não consigo ficar alheia! Deus operou um milagre tão grande em minha vida, em minha família, em meu ser. Amo missões porque quero que todos aqueles que são escravos de algo tenham o que eu tenho e sintam o que sinto, mas principalmente: encontrem a verdadeira liberdade (João 8.32).

Amo Missões porque acredito no amor de homens bons que sacrificam suas vidas por amor a Cristo. Amo Missões porque me importo com eles, pois eles fazem o que não faço e vão aonde não vou – e entendo sim, que o trabalho que eles realizam é RESPONSABILIDADE minha também. Amo Missões porque Missões levanta heróis chamados missionários. Através do trabalho desses guerreiros da fé vidas são transformadas, povos são inundados com a verdade de Jesus, cadeias são quebradas, histórias de vida são reescritas provando que o passado não é nada, e pouco a pouco, o mundo vê a glória de Deus.

Amo Missões porque sei que ao olhar para uma pessoa, o Senhor me aconselha a buscar suas fragilidades espirituais; seja quem for, faça o que faça. Amo missões porque entendo o quão sério é uma vida ir para o inferno – ainda que a posição de muitos cristãos quanto a isso seja a de que “inferno é algo muito longe para se pensar” – às vezes parece até de mentirinha. Amo Missões porque sei que a existência de Deus e seu amor por mim NÃO é mentira. Amo missões porque com o que Deus quiser e desejar fazer através de mim, a eternidade de bens preciosos pode estar em jogo – apenas se eu me importar.

Amo Missões e não me omito, pois sei que os trabalhadores já são poucos, e por mais que Missões seja o meu respirar, o palpitar do meu coração e o brilho dos meus olhos, entendo que nem todos sentem o mesmo. Dessa forma, compreendo que não preciso ser mais uma – dos poucos chamados – a enterrar o que Deus tem colocado em meu coração.

Meu amado, eu amo Missões, mas não consigo explicar o porquê. O que falei acima são algumas das muitas motivações que me levam a amar Missões, mas dentro de mim sinto que não é só isso. Talvez eu nunca saiba nessa vida, mas posso afirmar que creio absolutamente que a soberania e vontade de Deus têm participação nisso – e isso alegra meu coração.

Evangelismo de Rua na favela do Aricanduva. (Jardim Santo Eduardo – SP)

Quando penso no futuro não consigo ter muita clareza. Não sei se serei uma missionária. Uma esposa de Pastor. Uma teóloga. Uma lingüista. Uma tradutora das escrituras. Uma professora. Uma pesquisadora. Uma educadora cristã. Uma promotora de missões. Uma voluntária em projetos especiais. Talvez, uma cristã com uma família, um emprego público, uma igreja fixa e ministérios em uma Igreja local.

Eu sinceramente não sei, estou à espera de direcionamentos claros do Senhor.
Como esse momento é difícil. Mas uma coisa eu sei: Deus tem me chamado para envolver-me em Missões e o tenho feito da maneira que posso, e independente do que pensem, não me excluo, não me envergonho e não fujo disso.

A sensação de incerteza quanto ao futuro é desagradável para qualquer um. O medo, a aflição e o fato de não sabermos como as coisas serão muitas vezes tomam conta de mim. Viver à espera de algo que está por vir e ter dificuldades de viver o presente é fatigante. A idéia de viver uma vida normal onde se possa ter uma estabilidade, bom emprego e renomados títulos é muito atrativa.

Porém eu amo Missões, e sei que posso viver uma vida atípica por isso. Não tenho medo para onde isso possa me levar, pois entendo que minha vida aqui é passageira e que eu quero MARCAR aqui na Terra. Quero fazer diferença, não quero passar em branco.

Mais uma vez digo: Não sei qual será o meu futuro. Assim como
diz a Palavra, “o homem faz seus planos, mas quem conduz os passos e dá a palavra final é o Senhor”.

Kids Games, evangelismo e ação social. (Buritis de Minas – MG)

Minha felicidade quanto ao futuro, independente de como seja minha vida, está pautada em somente uma coisa, meu maior desejo; Ele sabe que é meu maior anseio: Fazer a vontade dEle.
Não é fácil, oh Deus, como é difícil! Mas Tu sabes Senhor, que te servir por toda a minha vida, e fazer a Tua vontade em mim são os meus maiores desejos.

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“Fazer Tua vontade, cumprir os Teus planos, Senhor
Gerar um sorriso nos Teus lábios é o meu desejo
Morrer para mim mesmo
Trazer as nações ao Teu altar
Oh Pai, eu quero te agradar...”
- Fazer Tua vontade – Atraídos por Ti

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Férias diferentes, feitos eternos II – Afinal, por que eu iria?



A imagem acima é muito interessante. Uma pessoa. Uma dúvida. Uma escolha. Dois solos - completamente diferentes.
A diferença básica entre os dois solos é a forma como eles foram utilizados. O primeiro esbanja a vida que de suas raizes originou-se, é vivo, frutífero! Entretanto, o segundo está diferente. Não, ele não está morto. Somente foi mal utilizado.
Você pode estar se perguntando: "Que imagem é essa?". Bem, no decorrer no texto veremos que essa imagem assemelha-se muito à vida daqueles que um dia, escolheram seguir a Cristo. Amado, se você se enquadra nesse grupo, tenha certeza de que essa mensagem também é para você. (:

Na última postagem fiz um convite ousado: Trocar suas férias habituais por feitos eternos. Hoje darei algumas razões que poderão encorajá-lo a fazer essa troca.
Saiba que essa troca pode mudar a sua vida.
Pode influenciar sua forma de pensar, transformar o que você considera importante, e até mesmo modificar o seu futuro. Está preparado?
Eis então, razões e motivações que têm como objetivo desmistificar idéias pré-concebidas a respeito de Missões, e responder a perguntas como: “Por que participar de um projeto missionário?”, ou talvez: “Que vantagens eu poderia ter ao participar de um Projeto Missionário?”.
Que Deus abençoe a sua leitura. ;)

-> Não é necessário sentir-se preparado. Deus não quer “experts”, mas corações dispostos a servir.

Não se preocupe se você nunca falou sobre Jesus com alguém. O que você perceberá é que nosso Deus é tremendamente capacitador. A causa é dEle. O interesse maior é dEle. Como então Ele não capacitaria alguém contrito e interessado na Sua causa?
Depois de um tempo, você entenderá que sozinho ou com suas próprias forças não falará ou fará nada – e tão pouco, convencerá. Somos apenas agentes de uma obra que é do Senhor, mais especificamente, do Espírito Santo. Um excelente exemplo foi o ministério dos próprios apóstolos, onde a Bíblia afirma que, “cheios do Espírito Santo falavam com grande intrepidez”.
Essa mesma intrepidez e esse mesmo espírito são prometidos a você também:
“Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós”. – Mateus 10.20.

-> Não se preocupe com sua idade.

Essa é uma das causas que mais impedem pessoas de se envolver com Missões. A arma com a qual o inimigo mais já me atacou foi o fator “minha pouca idade”: “Que ousadia, quem sou eu? Uma jovem querendo convencer um senhor de idade...”, “Sou tão velho, já não sirvo para mais nada”.
Mentira! Mentira perigosa e suja, não tome posse disso em sua vida, pois isso não provém do Senhor. A Bíblia registrou grandes homens e mulheres de Deus que foram usados em diferentes épocas de suas vidas. Jovens como Miriã, José, Samuel, Daniel, Jeremias, Timóteo e tantos outros. Homens idosos como Abraão e Sara que foram pais na velhice – e de grandes nações! - e Noé, escolhido para uma grande missão. Da mesma forma Deus te chama para uma missão especial:
“Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou uma criança, porque, aonde quer que eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar dirás.
(...) Ponho-te neste dia sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares, e para derribares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares”. – Jeremias 1. 7,10.
Não se intimide ou deprecie-se achando que não é ninguém. Você é filho do Rei de tudo, com confiança tome o lugar que é seu por direito. Jesus não pagou aquele alto preço por você à toa, não é mesmo? ;)

-> Nossa visão acerca do mundo amplia-se. Percebemos que nosso “mundinho” é muito maior – e pior - do que pensamos, e o principal: Percebemos que podemos mudá-lo, sim.

Há muito mais do que nossos problemas e inquietações. Mais que as quatro paredes de nossa igreja e os problemas que existem dentro dela. Há realidades a serem conhecidas.
Sendo assim, percebemos que há inúmeras necessidades emergenciais que antes não enxergaríamos. Ao constatar tudo isso, percebemos que podemos fazer diferença, sim! Um sorriso de uma criança maltratada pela vida. Lágrimas de uma mãe ao você oferecer um abraço. O olhar confuso de um humilde pai de família ao ouvir que ele tem importância do jeito que ele é, sem nada para oferecer em troca! Quem são essas pessoas? O que elas têm a dizer que me torna importante e amado? Que alegria é essa que elas possuem? É esse tipo de sentimento que um gesto de amor vindo de VOCÊ pode provocar nas pessoas. Como falar que não faz diferença?!
Se a raça humana fosse formada somente por uma pessoa, Deus teria entregado Jesus da mesma maneira. Faz diferença sim, pois uma vida vale muito para Deus.

-> Não acredite que você já sabe tudo. Em um projeto missionário, depende-se de Deus por completo.

Para mim, esse É o ponto mais importante.
Quantas vezes pensamos que somos bons, que resolvemos nossas próprias questões? Digamos que... Quase sempre. Somos limitados!
Em uma experiência missionária você se tornará dependente de Deus para TUDO. Por quê? Porque já não se trata mais da sua própria vida, mas da vida de outros. Você já não pode falar o que der na telha, pois dependendo do que você falar, uma vida poderá deixar de ir para o inferno – ou não. E aí? Vai arriscar tentar palavras ao acaso? Talvez você seja a única oportunidade daquela vida ser salva. Até mesmo a escolha aleatória de “tocar esta música e não aquela”, ou “seguir por esta rua ao invés de por aquela outra” devem ser consideradas com cuidado. Direção de Deus e orgulho quebrado são indispensáveis.
A responsabilidade é imensa. Palavras soltas são apenas palavras ao vento, assim como escolhas. Palavras inspiradas por Deus e proferidas por alguém dependente dEle têm PODER no reino espiritual, assim como escolhas simples também podem ser decisivas. Acreditar que somos os muito bons e que temos tudo na ponta da língua é estar fadado ao fracasso. Não se engane. Dependa de Deus e verá maravilhas.

-> A visão da ação de Deus é quase tocável. Experiências claras com Ele são muito prováveis. Transformações ocorrem diante dos seus olhos. Isso sim é inesquecível.

Conheço inúmeros cristãos que lamentam nunca ter tido experiências com Deus. Alguns até mesmo sentem-se cristãos fracos e medíocres.
Quando você se dispõe diante do Senhor, Ele começa a trabalhar em você e através de você. Dessa forma, você vê vidas transformadas e creio que essa é a melhor parte de tudo isso!
Já vi meninos de rua voltando a ter esperança, drogados indo para centros de recuperação, endemoniados libertos, famílias desestruturadas sendo restauradas, igrejas sendo revitalizadas, ministérios desenvolvendo-se e tantas, inúmeras outras coisas! De tudo isso, o mais fantástico é a ação do Espírito Santo convencendo alguém de sua condição de pecador. Por nós mesmos, sem o Espírito Santo ou alguma manifestação clara de Deus, jamais reconheceríamos que precisamos de Jesus.
Sabe qual é a parte mais fantástica de tudo isso? Deus ter usado você para que esse tipo de transformação pudesse ocorrer. :)

-> Nosso tempo é bem empregado. Por mais que seja difícil, sempre teremos a consciência de que valeu a pena, de que fizemos algo útil e importante.

Tempo é algo muito precioso. Devido aos inúmeros afazeres diários, precisamos conseguir administrá-lo de forma eficiente.
É muito ruim a sensação de tempo mal empregado, mal investido. É horrível falar: “Perdi tempo”. Sentimos-nos bobos e cansados. Contudo, tenha certeza de que o tempo empregado na causa do Senhor sempre será um investimento. Esse investimento poderá tomar proporções que talvez você nunca venha saber a dimensão.
Talvez em algum momento você se pergunte: “O que estou fazendo aqui?”, “Onde é que eu vim parar?”, mas fique certo de que por mais difícil, cansativo e desafiador que seja você estará alegrando ao coração de Deus: estará de fato, no melhor lugar onde poderia estar.

-> Você percebe que é capaz, supera seus limites e vive experiências totalmente diferentes.

Muitas pessoas chegam a projetos missionários e devido às condições do local e à dureza do trabalho pensam: “Eu não vou agüentar isso aqui”.
Bem, tenho algo animador a te falar: Para a maioria das pessoas que conheci, um projeto missionário foi uma verdadeira superação. Digo por mim mesma, que muitas vezes cheguei a pensar que não conseguiria até o final em função da saudade da família, do cansaço (que é grande, não vou enganá-lo. Projetos missionários não são acampamentos!) e do desânimo que muitas vezes bate à porta.
Contudo, a Bíblia é clara ao dizer que somos capazes e capacitados, e em tudo, mais que vencedores. Se você acha que não consegue caminhar muito, subir ladeiras, limpar banheiro, levar jeito com crianças e conviver com pessoas estranhas, parabéns! – está dentro do perfil da maioria dos voluntários... E prestes a ser surpreendido. :)


-> Projetos missionários são grandes oportunidades para o desenvolvimento de DONS e TALENTOS. Você terá oportunidade, e poderá descobrir habilidades até então escondidas.

Esse é um fator M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O. :D
Geralmente, em um projeto missionário tudo precisa ser feito. Você é o voluntário. Logo, TUDO deverá ser feito por você. Esse tudo vai de pregar, dar um estudo bíblico, cantar, tocar, fazer teatro, até cozinhar, lavar roupa, fazer curativos, limpar banheiros e seja lá o que for.
Muitas pessoas não têm oportunidade em suas igrejas locais. Gostam de falar, por exemplo, mas nunca lhes é permitido pregar. Gostam de cantar, mas nunca cantam. São extremamente tímidos e travados, mas como em um projeto missionário é necessário fazer, fazem. Assim, perdem a timidez e descobrem que muitas coisas não são tão difíceis como se pensava, e em muitos casos, descobrem que são habilidosas para algo que nunca tinham feito antes.
Nessas minhas andanças já fiz tanta coisa...! Descobri por exemplo, que ainda quero fazer um curso de enfermagem, tornou-se um grande desejo. Eu que era a rainha da timidez, hoje falo pelos cotovelos encima de um púlpito. Descobri que amo dar um estudo bíblico. Que diferente do que eu pensava, praticar esportes é muito divertido. Que sei me controlar em uma convivência em grupo. Que não sou fresca, e que em projetos, adorei fazer tudo o que em minha igreja eu nunca havia feito.
Desse modo, ouse! Nunca saberá como é fazer alguma coisa ou se você é bom em algo se nunca se permitir. =/


-> Projetos missionários são excelentes oportunidades para fazer amigos verdadeiros, que perdurem e abençoem sua vida.

Ahh, esse também é um dos pontos que eu mais gosto!
Quando converso com alguém não crente a respeito de amizades, com freqüência digo: “Podemos ter amigos para sair, para ir para a balada, para diversão. Será muito legal, mas ao chegarmos em casa nosso vazio e tristeza continuarão dentro de nós. É nessa hora que vemos a importância de amigos que nos abençoem”.
Como isso é real! E como encontrei em projetos missionários – e através deles – pessoas que marcaram a minha vida e têm me abençoado ao longo de minha caminhada. Jovens com os mesmos propósitos, com sonhos assim como os meus e os seus. Com o desejo de agradar ao Senhor. Não falo de simples companhias (porque a maioria está distante), mas de irmãos na fé. Busque construir amizades sólidas, pois vocês serão uma equipe e a unidade é indispensável. Lutarão juntos, sofrerão juntos, se alegrarão juntos. Serão uma família.
Algo muito importante: procure ser amigo de toda a equipe, não tenha preferências pessoais. Não forme “panelinhas”.


-> Sua noção de Deus é ampliada. Porém mais ainda, noção de diabo, opressão e ação maligna. Bem vindo à guerra, soldado.

Quando alguém pega algo meu que considero muito valioso sem me consultar eu fico irritada. Com o diabo ocorre ago parecido: Quando alguém resgata suas vidas perdidas ele não fica irritado. Ele fica irado, enfurecido, cheio de ódio.
E vem pra cima.
Assim, você se torna um soldado em meio à uma guerra - não contra a carne, mas contra o poder maligno. (Efésios 6.12)
Cuidado com discussões entre a equipe, com o coração enchendo-se de mágoa ou até mesmo raiva por determinada coisa. Cuidado com a murmuração. Cuidado com a preguiça. Cada vez que alguma dessas coisas assolarem o seu coração, lembre-se que você pode estar dando lugar à ação maligna, que geralmente, é muito sutil.
A apostila do Projeto Pés no Arado 20009 deu uma excelente recomendação: O inimigo vai querer produzir dificuldade de relacionamento entre o grupo. Não se esqueça de uma coisa muito importante: Caímos nas pequeninas coisas, porque para as grandes “sempre” estamos preparados. Não pense que o inimigo de imediato vai mandar um “problemão” para você. Por isso é importante que você esteja atento a tudo que pode comprometer o Projeto Missionário.

-> Você conhece novos lugares, novas culturas, novas formas de pensar, novas concepções, novas necessidades.

Esse é um ponto muito interessante. Para mim, a diversidade é uma excelente prova da criatividade e grandeza de Deus. Dependendo do lugar para onde você for, conhecerá formas de pensar, cultura e concepções do povo local que poderão ser totalmente diferentes das suas. Não somente no local, mas dentro de sua própria equipe; que poderá ter uma gaúcha trabalhando com um mineiro, uma manaura, dois capixabas e um brasiliense. Essa equipe não surgiu da minha cabeça, foi minha equipe do Pés no Arado 2009. Quanta diversidade!
É uma mistura de gírias, de expressões, de sotaques, de história e conhecimentos regionais diversos... Muito gostoso! Excelente para quebrar preconceitos.

-> Você alegra o coração de Deus e cumpre sua ordenança de forma efetiva e prática. Você obedece ao Senhor... E é abençoado.

Quando consigo realizar grandes feitos penso em meus pais, em como ficarão orgulhosos, felizes comigo e por mim. Penso em seus rostinhos sorrindo de alegria e satisfação. Essa cena enche meu coração de alegria!
Deus age da mesma forma. Como um pai, olha para nós, sorri e diz: “Esse é o meu filho amado, que me dá muita alegria”. “Essa é minha filha amada que ouviu a minha voz, o pulsar do meu coração”. “Esses são meus filhos queridos que se importam com o que eu me importo”. – EU VOU ABENÇOÁ-LOS.
Filhos obedientes, que alegram o coração de seus pais são recompensados por seus feitos. Da mesma forma, para aqueles que se importam com o que Deus se importa está reservado também, um galardão.

-> Testemunhar de Cristo em qualquer lugar será algo natural.

Quando você perceber, não somente quando estiver em um Projeto Missionário, mas em seu dia a dia, seu testemunhar de Cristo em lugares comuns como uma padaria, um metrô ou um supermercado será mais fácil e natural. Você pode se pegar olhando para alguém que está fazendo compras e se perguntar: “Essa pessoa é salva”? ’’, ou se ver orando por um desconhecido que passou na rua, ou pode sentir uma vontade absurda de puxar papo com alguém na fila do banco – muitas vezes nem para entrar no assunto Jesus, mas simplesmente por sentir um interesse genuíno por essa pessoa que você não conhece, somente pelo fato de compreender que aquela pessoa tem grande valor.

Poderia eu listar muitas outras coisas, mas creio que esses são os pontos principais que podem encorajá-lo a participar de um projeto missionário.
Sua vida pode mudar, e você poderá não ser mais o mesmo, porém, repito: Tudo dependerá de você, da sua intenção.
Ainda que depois de uma experiência assim você não tenha desenvolvido nenhum chamado específico, deixou de ser um cristão sem conhecimento da realidade, urgência e importância das vidas que estão sem Deus.


Agora podemos voltar à foto inicial. A sua vida aqui na Terra pode ser muito frutífera para Deus - aliás, esse é um dos propósitos para o qual você foi criado.


Aqueles solos podem ser comparados às nossas vidas: elas podem ser bem utilizadas, ou não. Podem ser frutíferas, ou não. Podem gerar outras vidas, ou não. A ordenança é para todo aquele que tem a Cristo, mas ainda assim, é uma ESCOLHA.

Caso as razões apresentadas tenham motivado seu coração a fazer parte da grande missão para qual Deus nos chamou, na próxima postagem darei sugestão de excelentes projetos e Instituições que prezam por Missões – e dos quais você pode participar!
Férias diferentes, feitos eternos. Novamente, este convite é exatamente para você. ;)







segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Férias diferentes, feitos eternos.


Os dias têm sido cada vez mais corridos. Trabalhamos, estudamos, realizamos diversas atividades que ao longo do tempo deixam-nos sobrecarregados, estressados e acima de tudo, cansados.
Dessa forma, não vemos a hora de ouvir uma palavrinha que soa como um refrigério. Algo compensador em relação a todo o stress e correria que temos vivido.
Quando ouvimos a palavra “férias” nossa expressão muda: a esperança de momentos tranqüilos, divertidos e renovadores de energia surge, bem como a torcida para que sejam dias inesquecíveis.
Entretanto... Será que nossas últimas férias realmente têm sido compensadoras?

E se eu te convidasse para férias diferentes? Nada do habitual, do “pão com manteiga” de janeiro/julho tais como praia; montanha, casa de parentes distantes, parques de diversões renomados, acampamentos diversos ou o conhecido “ficarei em casa, assistirei muita televisão, comerei muito brigadeiro com pipoca e verei muitos filmes. De quebra, o tradicional “cineminha”, reunião na casa de amigos e alguns passeios”. Que mais se pode querer? Bem, quando de fato o objetivo é fazer as mesmas coisas de sempre, sem surpresas e mudanças, nada.

Falo de algo fora do que nossa rotina nos permite diariamente. Algo realmente compensador, no sentido mais puro da palavra.

Segundo o dicionário Gama Cury, compensação é definida como ato ou efeito de compensar, substituição de uma coisa que falta, troca. Já compensar seria reparar um mal com um bem, neutralizar a perda com um ganho.

Substituição. Troca. Reparos. Ganhos! É sobre isso que tenho a te falar. ;)

O ser humano, em determinados círculos dos quais faça parte, a cada dia busca realizar atos, feitos e prodígios que perdurem durante um tempo, que sejam importantes e lembrados. Isso não é errado, de forma alguma. Entretanto, convido você a realizar atos que perdurem pela eternidade. Que tenham conseqüências eternas.

Quando deixamos este mundo não só o abandonamos, mas deixamos também tudo o que construímos nele. Sendo assim, em seguida nossos feitos também passarão.
Contudo, podemos deixá-lo - este mundo -, e ainda assim ter feito alguma diferença que diz respeito ao que se espera depois dele. Diferença em nossa vida, primeiramente, mas principalmente, diferença na vida de outros.


Sendo assim, convido você a buscar realizar atos que perdurem e tragam diferenças para a eternidade de bens preciosos - mais que ouro e prata e que dinheiro nenhum compra: Esses bens nada mais são do que vidas. Vidas assim, como eu e você. Essas diferenças na eternidade destinadas a você dizem respeito ao seu galardão. Quanto às outras pessoas, estão relacionadas ao destino final.

Você pode estar se perguntando: O que vidas têm a ver com férias?

Bem, na verdade, TUDO! Sugiro a você a substituição, a troca de férias habituais por uma marcante experiência. Sugiro que durante um breve período de sua vida você seja um reparador de brechas e obtenha ganhos incomparáveis!

Encorajo você a durante suas férias participar de um projeto missionário.

Projeto missionário, eu? Sim!
Sua experiência pode ser de um mês, algumas semanas, ou quem sabe poucos dias. Depende de você e de sua disponibilidade de tempo.

Você pode me perguntar: "Por que eu participaria de algo assim?" Ou quem sabe diria: “Acho muito bonito, mas não tenho esse chamado”; “Não tenho experiência”, “Tenho medo e vergonha de falar sobre Jesus com outras pessoas”, e demais dificuldades que muitas vezes permeiam nossa visão em relação a fazer Missões.

A você que possivelmente pense assim, tenho algo a dizer. A maioria dos pré-requisitos para realizar Missões não passa de idéias pré-concebidas. Essas idéias pré-concebidas nos trazem uma visão errada e totalmente diferente do que na verdade é realmente necessário.

Depois de todos os projetos que participei, acerca dos pré-requisitos constatei que na verdade, poucos são, de fato, indispensáveis:

1) Amar ao Senhor de todo coração e ter convicção de sua fé.
Não falo de extenso conhecimento bíblico. É bom, mas caso você não o tenha, não significa que não possa envolver-se em Missões. Tudo é uma questão de aprendizado! Depois que você se dispor, quando menos perceber, terá na ponta da língua de forma fácil e acessível os principais textos que uma pessoa precisa conhecer e entender para ter um encontro com Cristo.

2) Buscar fazer a vontade de Deus e TER O DESEJO de enxergar o perdido como Ele enxerga.
Uma coisa importante é saber que nem todas as pessoas em um primeiro momento olham para as pessoas sem Cristo como Deus olha, e você não precisa sentir isso, ou forçar-se a nada! Entretanto, é essencial que você deseje ver como o Senhor vê. É essencial que você tenha o desejo de importar-se com essa realidade. É essencial que você sinta o desejo de sentir amor pelo próximo. Caso o seu desejo seja sincero, aguarde e será surpreendido! ;)

3) Ser apto a aprender e ter muita disposição para servir.
É importante que você queira aprender o que for necessário, mas saiba, Missões não é algo muito teórico. Assim como muitas outras coisas, você só passa a aprender na prática. Depois que você começar a praticar, verá que é mais tranqüilo, gratificante e abençoador do que você poderia imaginar!

As demais coisas como: Experiência, segurança – e até mesmo – paixão pelas almas, se você ainda não as tem – virão naturalmente.

Quanto ao último tópico – paixão pelas almas – uma palavra breve: Conheço pessoas que se sentem culpadas por não sentirem isso. Precisamos entender que somos diferentes! Há diferentes dons e habilidades que foram distribuídas a cada um de nós, justamente para o que seríamos úteis. (I Coríntios 12:7, I Pedro 4:10).

Ter um chamado ou vocação missionária não é obrigação de todo cristão, pois a Palavra de Deus afirma por si só que nem todos teriam esse chamado e dom específico. (Caso haja interesse no assunto, Leia Efésios 4). Entretanto, reconhecer sua importância, a urgente necessidade do perdido e o envolvimento na grande comissão (Marcos 16.15) é algo que todo cristão NÃO pode deixar de considerar.

Desse modo, se você ainda não tem esse amor pelas pessoas que não conhecem a Jesus, mas gostaria muito de ter e tem pedido a Deus que coloque esse amor em seu coração, saiba: Há propósitos de Deus para sua vida quanto a isso! Há muitos cristãos que simplesmente não se importam, e se você se importa por não se importar, creia: Você se importa, sim!

Se você já tem esse amor, desejo de ver vidas salvas e chamado missionário confirmado por Deus, mobilize-se dentro de suas possibilidades para começar a saciá-lo, e compreenda que há vidas somente esperando por VOCÊ. Deus te chama e te comissiona para esta grande obra! Não enterre esse desejo dentro de você, pois os trabalhadores já são muito poucos e a seara é enorme. (Mateus 9.37). Precisamos terminar o trabalho que nos foi confiado, para que assim, o Senhor venha buscar os que são seus.

Dessa forma, deixo a você a sugestão: Surpreenda-se trocando suas férias habituais por feitos eternos.

Esse texto foi apenas uma pequena introdução sobre este assunto. No próximo post irei discorrer sobre os principais motivos que poderiam te levar a um projeto missionário, e o que essa experiência poderia trazer para sua vida. Em seguida, darei sugestões de excelentes projetos, dos quais, um deles pode vir a fazer grande diferença em sua vida.

IMPORTANTE: Não esqueça do principal: Suas experiências em um Projeto Missionário estão diretamente ligadas e dependerão do verdadeiro desejo do seu coração.
Se seu coração estiver contrito e disposto, prepare-se para uma grande experiência com Deus. Porém, se o seu coração estiver disperso, sem foco e com outras motivações, saiba que verá muito pouco do que poderia ter visto, e fará muito pouco em relação ao que poderia ter feito.
Logo, pode correr o risco de ter uma experiência vazia por não ter firmado em seu coração propósitos firmes, como conhecer mais de Deus e durante aqueles dias específicos esforçar-se para somente fazer a Sua vontade, agindo como instrumento. É como se fosse somente a pontinha do iceberg em relação ao vasto bloco de gelo que está abaixo da superfície da água. Você não verá nada e pode voltar exatamente igual a como foi, e o pior: Sem molhos. (Salmos 126. 6).
Quando isso acontece, perdemos uma grande oportunidade que havia sido planejada por Deus para a nossa vida. Não desperdice-a. Passamos a vida toda priorizando as nossas coisas. Por que não podemos, durante poucos dias, priorizar única e exclusivamente as coisas dEle? ;)

Por último, não se esqueça:

"Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz." – I Pe 2.9

Você foi eleito. Você foi comprado por um alto preço, é propriedade exclusiva de Deus! “A fim de” é uma locução prepositiva que indica finalidade. Sendo assim, nossa finalidade é essa:
Com nosso viver proclamar as virtudes de Deus.

Férias diferentes, feitos eternos. Esse convite é exatamente para VOCÊ. ;)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Aprender uma nova língua: Liberte-se dos mitos!


Atualmente, aprender um novo idioma é algo praticamente obrigatório, em função das exigências do Mercado de trabalho e da Sociedade como um todo. Contudo, nós, profissionais da Linguagem, percebemos que há muitos mitos relacionados ao “aprender e ensinar” uma nova/segunda Língua. É de grande importância que essas idéias pré-concebidas sejam desmistificadas, pois tais crenças dificultam a aprendizagem e comprometem os resultados esperados de um aluno que estuda uma nova Língua (e consequentemente, uma nova cultura).


Muitas vezes um professor adentra uma sala de aula na qual os alunos percebem a língua estrangeira envolta em diversas crenças e mitos. Barreiras são criadas, limites são impostos com base em pressupostos sem nenhuma teorização. Mitos que não passam do senso comum prejudicam grandemente o ensino e o aprendizado de algo essencial para aquele que aprende. Sendo assim, perde-se tempo, perde-se dinheiro e o aluno sente-se desmotivado.


Um mito conhecido é o de que há línguas mais difíceis do que outras. Quando estudamos a linguística e o processo de aquisição - não da linguagem, mas de uma língua - , passamos a entender que isso não se aplica ao que realmente acontece. Cada língua tem suas particularidades. O que irá fazer a diferença é a proximidade da segunda língua com a língua materna.


Um falante do português terá assim, grande dificuldades para aprender o mandarim, o árabe, ou até mesmo o russo, que trabalham com ideogramas. Trabalhar com línguas como o espanhol, o italiano, o francês e o inglês seria trabalhoso e não menos difícil, pois seja qual língua for: aprender um novo idioma sempre será sinônimo de investimento e longo prazo. Sendo assim, o processo para a aquisição de qualquer língua estrangeira é o mesmo.


Entramos em outro grande mito: Espanhol é igual ao português. Esse mito é uma “pedrinha no sapato” dos profissionais desta área, pois torna-se difícil lecionar para alunos que já tem em si a idéia de que já sabem espanhol. (Esse mito é particularmente, um dos quais mais me incomodam. Por que será?).


Essa crença é logo desfeita quando se estuda o Espanhol de forma profunda. Já nos níveis iniciais o aluno depara-se com a “dura realidade”: espanhol não é português de forma alguma. Com o tempo, passa a entender que as estruturas gramaticais são totalmente diferentes, que a gramática difere em muitos aspectos da do português. O melhor exemplo para mostrar ao iniciante é a lista (enorme) de falsos cognatos, falsos amigos: palavras com a mesma grafia nas duas línguas, porém significados totalmente diferentes.



Uma grande crença que ainda permaneçe é a de que o inglês é a única língua estrangeira que vale a pena aprender. Muito tem acontecido para que essa crença caia por terra. O espanhol e o mandarim, por exemplo, daqui a alguns anos dominarão o mercado. Pessoas fluentes nesses idiomas serão muito reconhecidas. Atualmente, já não há grande surpresa ao conhecermos alguém que fala inglês, afinal, “todo mundo fala inglês”. Sendo assim, esse mercado satura-se cada vez mais, enquanto profissionais de outras línguas passam a ter mais espaço por pertencerem a um grupo menor.


Outra crença, agora relacionada ao nosso português é a de que gramática é algo muito difícil, senão impossível de aprender, para desespero de concurseiros e vestibulandos. Ou outra pior ainda: todo licenciado em letras-português (e essa crença existe até mesmo para os licenciados em língua estrangeira) é uma gramática ambulante, ou reprodução de um dicionário. Um letrando conjugar um verbo de forma incorreta é um “pecado”. Isso estende-se a outras áreas de conhecimento: é o mesmo que um matemático errar o resultado de um cálculo ou um advogado errar o número do artigo de uma lei. Que pobreza de conceitos!


Poderia eu listar inúmeras outras crenças, sem contar as de raiz psicológicas, como: “Nunca fui bom em tal disciplina e assim nunca saberei isso”, “Meus professores desta matéria foram péssimos... Este também não será diferente” e assim por diante. A classificação de crenças é enorme!


Crenças somente prejudicam o aluno e seu desempenho. Há duas semanas eu dava aulas de espanhol para uma classe de EJA (Educação de Jovens e Adultos). Sabe o que a maioria pensava? Que não passavam de repetentes burros. Poucos tinham uma boa perspectiva do futuro. Alguns, por já serem mais velhos, acreditavam que não precisavam mais aprender. Isso é um absurdo! Ali pude compartilhar com eles que todo ser humano é dotado de capacidades especiais, eles não seriam diferentes. Entretanto, há dificuldades na aprendizagem (como a dislexia, transtorno de concentração e muitos outros). A maioria dos grandes gênios da Ciência e da música - como Albert Einstein e Galileu - foram péssimos alunos, e isso consta em suas biografias!


Desse modo: Liberte-se de suas idéias pré-concebidas quanto ao aprender uma nova Língua. As vantagens são muito grandes, e é maravilhoso aprendermos uma nova cultura. Queira saber, questione, crie suas próprias idéias e conclusões. Não sejamos reprodutores de coisas que ouçamos falar, mas falemos daquilo que conheçamos. E o principal: Não substime-se, você é especial e possui dotações - e isso é algo que não se perde, pois o cérebro humano está em constante trabalho o tempo todo.


Iss vale não somente para o ensino e aprendizado de Línguas, mas para a vida como um todo. Tenho aprendido a não julgar sem conhecer, a não desistir ou criticar sem ter certeza do que falo. É uma tarefa árdua, mas crescemos sobremaneira!


Concluindo, isso se aplica também, principalmente a crenças, mitos (e aqui podemos dizer fofocas, difamações e murmúrios) acerca de pessoas. Posso falar de inúmeros objetos de estudo, mas pessoas sempre serão pessoas. Há vida, há sentimentos envolvidos.


Não seja destrutivo.Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós. E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.” - Mateus 7:1-5


Livre-se de suas crenças, plante seus objetivos e metas, e colha os frutos! ;)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Homem x Animalidade

No que diz respeito aos seres humanos, um fato só pode ser negado ou contradito caso haja ações - que sirvam como evidências - que o desconstruam e condizem com a realidade.


Muitas são as teorias que têm por finalidade explicar o surgimento da raça humana. Ainda que haja grande variedade, o evolucionismo - que afirma o homem oriundo do macaco - tem sido a mais aceita e supostamente, mais lógica e racional.


Contudo, vê-se um grande contradição: Ao passo em que a sociedade contemporânea afirma ser originária de um animal, simultaneamente repudia qualquer forma de alusão, comparação ou aproximação a um. Logo, o que vemos são pessoas incertas de suas origens, negando as próprias crenças. Afinal, o ser humano - tão complexo em si, rico em habilidades e dotações - não pode ser comparado a criaturas selvagens e desprovidas de racionalidade.


Segundo o dicionário Gama Cury, animalidade é "condição do que é animal". Sendo assim, animalizar-se seria "tornar-se bruto", "embrutecer-se", bestializar-se".


Analisando o homem e suas atitudes historicamente, é fácil perceber que não há grande distância entre nós e o ato de "tornar-se animal". Ainda que a grande maioria não aceite, o homem animaliza-se desde que passou a existir.


Sua animalidade pode ser vista em praticamente todos os seus atos. Já no início de sua existência foi um animal que buscou seus interesses, agiu por instinto e não abriu mão de suas vontades.


Ainda que, segundo Robert Foley, um animal não possua capacidade de organizar-se socialmente de forma complexa, o homem por sua vez, aglomera-se sobre o outro em uma sociedade selvagem, onde predomina a lei do mais forte.


O ser humano levanta bandeiras em nome de organizações e idéias que, geralmente, nada mais são do que a representação de seus desejos individuais, de suas vontades secretas. Age com dissimulação, frivolidade e calculismo, de forma que melhor lhe convier. Enquanto tenta manter uma imagem de homem civilizado, o menor deslise revela sua animalidade. Um excelente exemplo é o texto "Acirema", que mostra-nos uma tribo selvagem cometendo atos absurdos em relação a hábitos, tradições e costumes, quando na verdade, o texto fala dos próprios seres humanos ocidentais.


Todas estas questões não estão relacionadas à natureza original do ser humano, pois sabemos, de fato, que o homem não é um animal e também não tem por finalidade agir como um. Entretanto, a cada dia torna-se mais parecido com seres providos de sensibilidade, mas sem o mínimo de racionalidade. Logo, metaforicamente, o homem é um animal, e sua animalidade é expressa diariamente através de seus atos.


Assim, voltamos à idéia inicial: um fato só pode ser negado caso haja ações (evidências) que condizam com o que é afirmado. Doa a quem doer, afirmar conotativamente que o homem é um animal é perfeitamente condizente à realidade em que vivemos; assim como crer no contrário é prontamente jogado por terra ao olharmos para nossas ações, tão dignamente "civilizadas".


OBS: Ainda que eu seja uma criacionista ferrenha, vejo a Antropologia ajudando-me a ser imparcial, rs.


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

De pára-quedas na Antropologia!


Desafio.
Assim como algo totalmente radical, este semestre curso uma disciplina que tem sido um tremendo desafio: Introdução à Antropologia.

Universidade por si só já é uma loucura nos mais diversos aspectos. Porém, quando a disciplina também é "dose" o desafio torna-se maior, e assim, mais prazeroso e cada vez mais instigante.
Há muito tempo ando desejosa de compartilhar aqui minhas impressões sobre a aventura que tem sido cursar esta disciplina.

Ouvia algumas pessoas falando que estudar antropologia e ser cristão era algo um tanto complicado, pois, na Antropologia sua visão é ampliada, dogmas podem cair por terra, olhar crítico (juntamente com muita filosofia, claro) aflora, e você corre o risco de passar a ter uma visão relativista das coisas. Conheci pessoas que cursaram antropologia em Seminários teológicos e ficaram um tanto confusas.

Ótimos motivos para qualquer um temer, afinal, é muito desconfortável qualquer tipo de desconstrução. Contudo, quanto mais eu sabia sobre, mais instigada ficava. Pensei, e decidi cursar Introdução à Antropologia durante este semestre e ver o que aconteceria comigo - e com os outros. Sairia eu, muito confusa? Princípios seriam abalados? Surgiria alguma revolta? Essas e outras perguntas assolavam minha mente, mas uma era o cerne: Como eu, denominada cristã e seguidora de Jesus, me portaria perante meu professor e colegas, ao expor minhas idéias?

Quando percebi, estava eu em um belo dia de sol, sentada em uma carteira no departamento de Antropologia; rodeada de pessoas muito alternativas: calouros doidos pra curtir a Universidade juntamente com um professor pra lá de liberal. Em suma, na sala só deu "personalidades". Olhei ao redor, peguei a ementa, dei uma olhada nos textos e assuntos, e a cada palavra dita pelo professor - muito jovem, aliás - perdia-me em divagações, considerando que eu estava afoita pelo conteúdo que seria abordado e o que estaria por vir. Estava ansiosa e não queria perder nada!

Queridos, que experiência fantástica tem sido minhas tardes de quarta e sexta-feira. Palavras como
Etnocentrismo, dogma, Igreja Católica, religião, ciência, racionalidade, Deus - ou força maior, como a maioria prefere -, estado, relativismo, fato, questionamento, preconceito, alteridade, sexualidade, liberdade, etnografia e tantas outras aparecem em quase todas as aulas.

Os assunto abordados são os
mais polêmicos possíveis. A aula inaugural gerou a discussão: EVOLUCIONISMO X CRIACIONISMO. Nesta aula percebi o alto grau de dificuldade existente para se falar de Jesus em uma Universidade. Pessoas com seus conceitos pré-concebidos, conhecedoras de grandes verdades, tão adversas e distintas entre si! Muitos ficaram pensativos com uma afirmação que fiz: "Me parece inconcebível pensar e crer que o mundo, os seres humanos e toda nossa complexidade passou a existir pelo agrupamento de pequenas partículas. Tudo o que eu vejo é prova de que Deus existe." Por mais adverso que seja o lugar no qual você se encontre e mais incapaz que você se sinta - como eu me senti nessa aula - não se cale, não se envergonhe! Você se sentirá bem por compartilhar a sua fé e as pessoas ouvirão a Palavra proferida por sua boca. Devemos procurar pequenas brechas, pequenos espaços...

A seguinte aula teve como temática CIÊNCIA X RELIGIÃO, onde confesso, senti muita impotência diante da grande multidão que, infelizmente, confunde o Medievalismo que nos trouxe até aqui com o que deveria ser uma Igreja de verdade, a noiva de Cristo. Se eles soubessem que grande parte das alegações da Igreja atualmente não passam de instituições humanas e não propriamente o que o Senhor estabeleceu, talvez fôssemos vistos com outros olhos perante uma sociedade tão incrédula e cega. (2Co 4.4)
.

Assuntos como preconceito, raças, etnias, heranças dogmáticas, homossexualidade têm gerado grande alvoroço na sala 215 do ICC ala norte. Em uma das últimas aulas uma menina levantou a voz e bradou: "quero ter meus direitos reconhecidos como mulher, negra e lésbica". Creio que, infelizmente, essa frase exemplifica bem o perfil dos alunos dessa disciplina: pessoas que defendem causas mas ainda perdidas, não sabem para onde vão.


Todo final de aula alguém levanta de sua carteira e convida a turma para uma chopada ou uma festa que está acontecendo naquele momento. O mais curioso é que essas mesmas pessoas também fazem convites para apresentações no Teatro Nacional, peças teatrais, debates e grupos de dança contemporânea. Pessoas de extrema cultura.

Na última aula o professor fez uma proposta que deixou-me boba. "Estava pensando de na semana que vem, durante a aula, comentarmos a prova em um BAR". A galera foi ao delírio. Ele sorriu. Eu meneei a cabeça, como se dissesse: "- Como é isso?". Sendo assim, depois da próxima aula que tem como assunto BRUXARIA, as provas serão comentadas em um bar. Para os mais caretinhas que não forem, meia horinha de comentários em sala.

Essas e outras têm sido minhas experiências em Introdução à Antropologia. Muitos me perguntam: "Ju, que horror! Como você consegue?".

Bem.. Pode parecer estranho, mas tenho aprendido e percebido muitas coisas enquanto curso esta disciplina. Tenho aprendido a ser imparcial, a olhar os dois lados, a tentar compreender o porquê de algumas pessoas serem tão diferentes de mim, pois o objetivo da Antropologia é este: entender o outro. Não julgá-lo, mas buscar compreender o que leva um ser humano distinto de mim a agir desta ou daquela forma. Entender a razão de um índio acreditar que determinadas máscaras o protegerão de espíritos maus, ou a razão de uma luta social, ou de correntes filosóficas diversas.


Percebi que tenho muito de antropóloga, pois a maior parte dos antropólogos baseia suas carreiras e teses em experiências vividas em campos adversos, como tribos indígenas perdidas, grupos marginalizados, aldeias distantes. Nesses lugares permanecem por até mesmo anos, com o intuito de simplesmente entender as diferenças.

Quando olho para a minha turma de Introdução à Antropologia só consigo pensar: Que alvoroço seria se todos estes pertencessem a Jesus! - cada vez que piso dentro daquela sala meu coração dói por cada um deles, mas ao mesmo tempo agradeço ao Senhor por poder estar ali, por mais adverso, doido e contraditório que possa parecer. E as pessoas queridas que já conheci ali, de cursos tão diferentes do meu só acrescentam à minha idéia de que as diferenças vem senão para somar.

Gostaria de levar todos os meus amigos para assistir a pelo menos, uma das aulas comigo. Independente do dia, sempre é algum assunto polêmico. Creio que todos aqueles que se auto-afirmam cristãos deveriam assistir a uma aula como essa, e perceber que há muito o que mudar na sociedade atual, mas que algumas mudanças primeiramente devem começar em nós.
Para se atingir alguém com amor é preciso despir-se de qualquer tipo de pré-julgamento. Somente assim uma pessoa perceberá que tem valor independente de quem ela seja.

A cada dia vejo através dos mais diversos motivos, que no momento em que vivo hoje, a sala 215 do ICC ala norte às quartas e sextas à tarde, é um dos lugares onde eu
realmente devo estar. =)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Por Ti, darei minha vida! - O depois...


Depois de cada projeto missionário, as palavras da música Outra vez - Fernanda Brum - sempre passeiam descontroladamente em minha cabeça: “Sonharia outra vez, sofreria outra vez, valorizo cada instante que passei! Pregaria outra vez, clamaria outra vez: “Arrependam-se, oh filhos de Sião!”

De fato, mais uma vez, digo: Eu faria tudo outra vez.

Esta TRANS foi muito especial e uma experiência muito diferente de tudo o que eu já havia vivenciado até então. Como vocês puderam acompanhar, tudo o que eu estava imaginando e esperando para este projeto aconteceu: o tipo de lugar, as batalhas, a opressão sem igual, lugares perigosos, situações de risco, ficar cara a cara com o diabo – literalmente, e outras coisas mais. Sou grata ao Senhor, pois Ele, previamente, permitiu que eu me preparasse para todas essas coisas.

Ter trabalhado voluntariamente na maior favela de São Paulo, perder-me em bequinhos de boca de fumo; sair debaixo de chuva em temperaturas abaixo de 10° para receber portas fechadas, dar estudos bíblicos à noite com medo de não saber se chegaria segura na Igreja, fumar “alguma erva” inconscientemente...

Ver com meus próprios olhos o local do meu sonho em que uma moça foi estrupada; entrar em barraquinhos mínimos e demonstrar amor, enfrentar demônios no corpo de outra pessoa e ser você, o agente da libertação; ser a boca do Senhor para impedir divórcios e morte, ter visões da ação do inimigo em lugares onde você terá que entrar sabendo que ali você enfrentará grandes lutas, sentir arrepios e sobre você o peso da responsabilidade: aquelas vidas precisavam ser salvas!

Olhar para uma imensidão de barracos sem fim e orar: - Senhor, eu quero todos para Ti; andar pelas ruas e não conseguir segurar o choro ao ver a situação daquelas pessoas. Amar, abraçar e beijar crianças marginalizadas, doentes e sem qualquer tipo de esperança; ter ficado doente e tomando soro por dois dias devido à opressão –algo realmente muito forte- sobre mim e minha equipe...

Andar à noite pela Cracolândia; por falta de fé ter certeza de que seria assaltada, com muito medo - que não pode ser demonstrado - segurar a mão de um amigo ao perceber que nossa presença era estranha em certos lugares, ver crianças fazendo sinal de arma o tempo todo para tirar uma foto, maridos ameaçando espancar esposas, esposas à beira de abandonar a casa, crianças que eram espancadas, pessoas acometidas de loucura, cristãos sem certeza de salvação, ventos de doutrina crescendo e muitos outros fatores que aqui poderia eu listar: tudo valeu a pena, porque o nome do Senhor foi exaltado naquele lugar.

Que experiência fantástica ver a transformação de vidas sem esperança. Pessoas que se drogavam todos os dias indo para centros de recuperação. Crianças voltando a ter esperança. Casais se reconciliando, pessoas aceitando a Cristo! Diga-me, qual é a missão da Igreja? Para que a Igreja existe, qual o seu propósito na Terra, senão buscar vidas para o Reino? Qual o maior anseio do coração de Deus? Vidas, vidas perdidas!

Por que negligenciamos a Grande Comissão se é para isso que a Igreja serve? A igreja que deixa de fazer missões deixa de ser igreja, e foge do seu propósito inicial de Atos 1.8 e Mateus 28:19-20.

Fomos salvos para salvar, não para guardar a mensagem da salvação. Fomos libertos para libertar. Fomos comprados para servir. Você, que tem a Cristo, tem poder a autoridade para ser agente de transformação!

A Campanha de Missões Nacionais deste ano vem como o tema: “Por Ti, darei minha vida”.

Nos últimos dias dei a minha vida por vielas e um escadão numa favela. Dei a vida pelo Claudione, pela Simone, pela Dona Francisca, pela dona Maria e por tantas outras vidas que cruzaram a minha.

Jesus deu a vida dEle por amor a nós. Você, hoje, daria sua vida por quê? Pelo que? Por quem? Quais são as causas pelas quais você tem lutado, defendido, erguido a bandeira?

Para aqueles que ainda têm dúvidas se Deus é real, eu afirmo: Ele é, e alguns só compreendemos a veracidade deste fato quando vê que um demônio treme quando se balbucia JESUS CRISTO.

Valeu a pena, sem dúvida nenhuma! O passo seguinte agora é saber qual o próximo lugar onde Deus me quer, lembrando em todo momento que, se estou em Brasília, há algo a ser feito por mim aqui – em minha Igreja local e nos demais círculos dos quais faço parte. O mesmo serve para você, seja onde você estiver: aquele seu vizinho chato, seu amigo de faculdade que é um “mala”, sua colega de emprego que só fala bobagem: tenha certeza de que você não está nesses círculos sem propósito. São justamente estes que, através da SUA vida, Deus quer alcançar!

Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte.” Filipenses 1.20

JESUS TRANSFORMA, e que venha a Trans 2010! Eis - me aqui Senhor, envia-me a mim.

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Amados da tão maravilhosa equipe 02 – Jardim Santo Eduardo:

Eu amo vocês! Que edificante o tempo em que passamos juntos. Odeth, Ruthinha, Neuzinha, Bless, Itamar, Line, Valéria, Raquel, César, Lucas, Pr. Pedro (meu papai!) e todos os amados da Igreja local que se uniram a nós: Muito obrigada por tudo. Somos unidos através do amor de Jesus.

Obs: Marido, uma vez Trans Paulista, sempre Trans Paulista! Ouvindo ‘Altos montes’. ;)